Cuidados necessários após a cirurgia de ginecomastia

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A ginecomastia não é um problema de saúde grave, mas é um desconforto e tanto para os homens, sobretudo quando vivenciada durante a adolescência. Ela é caracterizada pelo aumento no volume mamário. Isso ocorre porque, em determinadas fases da vida, ocorrem oscilações hormonais que podem ter um desenvolvimento da glândula mamária como consequência.

As causas são as mais diversas possíveis e podem ser naturais (quando surgem espontaneamente em adolescentes ou idosos, por exemplo) ou decorrentes do uso de substâncias, como drogas, abuso de álcool e esteroides anabolizantes. A condição também pode ser consequência de alguns problemas de saúde, especialmente tumores ou condições que acometem os rins, as glândulas e o fígado. Por fim, a ginecomastia também pode ser um efeito colateral do uso de determinados medicamentos.

Tratamento cirúrgico

Quando o problema é diagnosticado, é possível que a ginecomastia tenha regressão espontânea. No entanto, nos casos em que há dor ou um considerável desconforto estético, há tratamentos medicamentosos disponíveis. Se o quadro estiver muito avançado ou se a ação dos medicamentos não surtir o efeito esperado, recomenda-se a cirurgia.

Esse procedimento é realizado para que o tecido mamário, incluindo as glândulas e gorduras dos arredores sejam removidas completamente. Não se trata de um procedimento muito complexo, porém, como qualquer técnica invasiva, apresenta seus riscos.

Cuidados depois do procedimento

Findado o procedimento cirúrgico, uma série de cuidados são necessários para que os resultados sejam satisfatórios. A alta hospitalar pode ser concedida no mesmo dia, mas a utilização de drenos na área operada se faz necessária por cerca de três dias. A sensibilidade e algum inchaço no local são comuns.

Uma cinta de compressão torácica pode ser recomendada durante alguns dias (geralmente de um a dois meses), de modo que a pele da região obtenha melhor aderência, acelerando o processo de recuperação. Ela também ajuda a reduzir os hematomas.

Durante esse período de recuperação, o paciente pode necessitar de algumas medicações a serem prescritas pelo médico, como antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios, com o objetivo de amenizar a dor, o inchaço e prevenir infecções.

Volta à rotina

Respeitados os cuidados apontados, o indivíduo que passou pela cirurgia precisa também estar atento aos períodos necessários para que volte a realizar suas atividades habituais. Após aproximadamente uma semana, o paciente pode voltar ao trabalho e aos estudos e pode voltar a dirigir em 20 dias.

Para quem se preocupa com as atividades físicas, as mais leves podem ser praticadas após um mês de realização da cirurgia, mas para quem gosta de atividades mais intensas, a recomendação é de espera de dois meses.

O resultado final do procedimento – a recuperação anatômica do tórax e das mamas nos volumes habituais – é obtido entre seis meses e um ano.