Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Doutor Wendell Uguetto fez residência em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas da USP e foi aprovado em primeiro lugar na residência de Cirurgia Plástica no mesmo Hospital.
Alimentos que ajudam no controle da ginecomastia: o que priorizar e o que limitar
Publicado em: 26/09/2025 | Última Atualização em 26/09/2025

Um prato eficiente para sua dieta contra o acúmulo de gordura torácica é simples: proteína suficiente em todas as refeições, vegetais em boa quantidade e fontes de carboidrato que sustentem energia sem picos. Frango, peixe, ovos, iogurte espesso e cortes bovinos magros entregam saciedade com poucas calorias, enquanto folhas, brócolis, couve-flor e outras brássicas aumentam o volume do prato sem pesar na conta energética. Feijões, lentilha e aveia estendem a saciedade graças às fibras solúveis. Com esse arranjo, o déficit calórico acontece quase “por gravidade”.
O que limitar sem paranoia
Ultraprocessados combinam farinhas refinadas, açúcares e gorduras em um pacote hiperpalatável que facilita exageros. Somados a bebidas alcoólicas e açucaradas, distorcem a noção de quanto realmente se ingere. Não é sobre demonizar um alimento, e sim reconhecer que esses itens tornam o controle calórico mais difícil, especialmente quando a meta é reduzir gordura em regiões resistentes. Usar porções moderadas de gorduras boas — azeite, castanhas — ajuda a manter a produção hormonal adequada sem estourar calorias.
Exemplos práticos no dia a dia
Café da manhã com ovos e frutas de baixo índice glicêmico mantém você saciado até o almoço. No almoço, um prato com proteína magra, salada generosa e um carboidrato de baixa a moderada densidade calórica, como arroz integral ou batata em porção medida, entrega energia sem sonolência. À tarde, laticínios ricos em proteína ou leguminosas como base de um snack evitam o impulso por doces. À noite, repetir a fórmula tira a pressão da força de vontade, porque a fome fisiológica já foi tratada ao longo do dia.
Uma dica extra é organizar refeições em torno de treinos. Antes do exercício, optar por carboidratos de digestão moderada e proteína leve prepara o corpo para a atividade. No pós-treino, priorizar fontes proteicas de rápida absorção, como ovos, peixes ou shakes de whey protein, combinadas a carboidratos como arroz ou batata, favorece a síntese muscular e reduz a chance de acúmulo de gordura. Essa estratégia é importante porque quanto maior a massa muscular, maior o gasto energético diário, o que ajuda a queimar gordura inclusive na região torácica.
Quais alimentos ajudam a reduzir a ginecomastia
Alimentos ricos em proteínas magras, como frango, peixe, ovos e cortes bovinos magros, aliados a vegetais crucíferos como brócolis, couve-flor e couve, ajudam a controlar a gordura corporal e favorecem o equilíbrio hormonal. Esses alimentos fornecem nutrientes que mantêm a testosterona em níveis saudáveis e reduzem a conversão para estrogênio.
Existe uma dieta ideal para diminuir gordura no peito masculino
Sim. A estratégia mais eficaz combina déficit calórico moderado com refeições balanceadas. Um prato ideal inclui proteína suficiente em todas as refeições, vegetais em boa quantidade e carboidratos de baixo índice glicêmico, como arroz integral, batata e aveia. Essa combinação mantém energia estável, prolonga a saciedade e contribui para a perda de gordura na região torácica.
Beber água realmente ajuda no controle da ginecomastia
A hidratação adequada auxilia o organismo a metabolizar hormônios e eliminar toxinas, fatores que impactam diretamente no equilíbrio hormonal. Beber entre 8 e 10 copos de água por dia melhora a circulação, facilita o transporte de nutrientes e pode potencializar a redução da retenção de líquidos, dando aparência mais firme ao tórax.
O que deve ser evitado na alimentação para não agravar a ginecomastia
Ultraprocessados ricos em açúcar, farinhas refinadas e gorduras saturadas dificultam o controle calórico e aumentam a aromatização da testosterona em estrogênio. Álcool em excesso também prejudica o fígado, órgão responsável pelo metabolismo hormonal, enquanto dietas baseadas em produtos industrializados de soja podem elevar a exposição a fitoestrogênios. Esses fatores juntos podem intensificar a ginecomastia ou dificultar a redução da gordura no peito.
Consistência sem sofrimento
A chave é construir rotinas previsíveis, com algumas opções “assinatura” por refeição que você alterna conforme o apetite e a agenda. Hidratação adequada, preparo antecipado e ambientes que favorecem boas escolhas sustentam o processo. Quando o volume do tórax cai e a postura melhora, a percepção no espelho reforça a motivação. Se, apesar disso, um caroço firme persiste, é sinal para investigar o componente glandular e discutir soluções definitivas com um especialista.
Outro ponto pouco lembrado é o sono. Dormir menos de sete horas por noite reduz a testosterona circulante, aumenta o cortisol e favorece o armazenamento de gordura abdominal e torácica. O mesmo vale para o estresse crônico: níveis altos de cortisol estimulam a quebra de massa muscular e elevam a aromatização, processo em que a testosterona é convertida em estrogênio. Ou seja, além da dieta, cuidar do sono e do estresse é parte do tratamento natural contra a ginecomastia.
Vale destacar também que homens com sobrepeso ou obesidade têm maior risco de desenvolver ginecomastia, já que o tecido adiposo contém a enzima aromatase, responsável pela conversão de testosterona em estrogênio. Quanto maior o percentual de gordura corporal, maior a chance desse desequilíbrio acontecer. Por isso, estratégias de emagrecimento gradual, sustentáveis e acompanhadas de fortalecimento muscular são fundamentais não apenas para estética, mas para saúde hormonal a longo prazo.

O Dr. Wendell Uguetto, especialista em ginecomastia é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da USP. Atualmente, atende em consultórios localizados no bairro Ibirapuera e no Hospital Israelita Albert Einstein, ambos em São Paulo.
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Este artigo tem finalidade exclusivamente informativa e não substitui uma consulta médica. As informações apresentadas refletem a experiência clínica do Dr. Wendell Uguetto e seguem diretrizes amplamente reconhecidas na prática da cirurgia plástica.
Cada caso de ginecomastia deve ser avaliado individualmente por um profissional qualificado, considerando exames físicos, histórico do paciente e exames complementares.
Para um diagnóstico preciso e indicação do melhor tratamento — seja clínico, cirúrgico ou combinando abordagens — agende uma consulta com o Dr. Wendell Uguetto, cirurgião plástico especialista em ginecomastia.








