Tudo sobre a cirurgia para Ginecomastia

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A ginecomastia é um problema relativamente comum em certas faixas etárias. Trata-se de um aumento no tecido mamário dos homens, sendo mais frequente em adolescentes e em idosos. O problema é decorrente de um desequilíbrio nas quantidades de dois hormônios: a testosterona (ligado a características masculinas) e o estrogênio (ligado a características femininas).

Em geral, não se trata de uma condição grave, mas o desconforto estético pode causar comentários desagradáveis e afetar a autoestima do indivíduo. O lado bom da história é que a condição pode regredir espontaneamente. Se isso não ocorrer, os médicos podem recomendar o tratamento medicamentoso ou, dependendo do caso, a cirurgia.

Para quem o tratamento cirúrgico é indicado?

A cirurgia de ginecomastia é indicada para casos de duração superior a um ano que não regrediram com o uso de medicamentos ou espontaneamente. Ela pode ser antecipada em casos de impacto psicológico grave.

O tratamento cirúrgico só pode ser realizado depois que todas as causas adjacentes, como certas condições de saúde associadas, sobrepeso e uso de determinadas substâncias (medicamentos, drogas, álcool, esteroides anabolizantes) tiverem sido sanadas.

Como é a cirurgia?

A cirurgia é realizada por um cirurgião plástico e consiste na retirada do tecido mamário. Procedimentos estéticos complementares são realizados com vistas a restaurar o aspecto estético da região torácica, como remoção de pele em excesso. Também pode ser realizada uma lipoaspiração local para retirada de tecido adiposo (gordura), pois facilita o isolamento da glândula mamária.

Os tipos de incisão variam conforme o grau de desenvolvimento da condição, mas em geral consistem em um corte em formato de meia lua virado para cima, ao redor do mamilo.

O procedimento é realizado com anestesia local e sedação e costuma durar entre uma e duas horas, geralmente com alta no mesmo dia. Em casos raros pode ser utilizada a anestesia geral.

Como é o pré-operatório?

O médico solicita um exame de sangue para avaliar as condições gerais de saúde do paciente, bem como para verificar se não há nenhum distúrbio de coagulação. Também é solicitada uma ultrassonografia das mamas para avaliar o quadro. Para pacientes mais velhos, outros exames podem ser solicitados, como o eletrocardiograma e a radiografia de tórax, avaliando suas condições cardiopulmonares.

Antes do procedimento, faz-se jejum de oito horas e não se deve tomar medicamentos que interferem na coagulação. O paciente também deve retirar os pelos entre o pescoço e o umbigo e nas axilas.

Como é o pós-operatório?

Após a cirurgia, é natural que a região torácica fique sensível e com coloração arroxeada. Recomenda-se a utilização de um colete elástico por um período entre 30 e 45 dias após o procedimento, para aumentar a aderência da pele ao tórax. Podem ser recomendados anti-inflamatórios, antibióticos e analgésicos. É recomendável que o paciente fique ao menos 15 dias sem fumar, pois o consumo do cigarro tem efeitos prejudiciais no processo de cicatrização. As atividades rotineiras podem ser retomadas nos seguintes prazos:

  • Banho: no dia seguinte (único caso em que é permitido retirar o colete);
  • Trabalho e estudo: 5 dias após a cirurgia (em casos mais simples) ou duas semanas (em casos mais complexos);
  • Dirigir: 20 dias após a cirurgia;
  • Atividades físicas moderadas: 1 mês após a cirurgia;
  • Atividades físicas intensas: 2 meses após a cirurgia.

A cicatrização completa geralmente se dá entre seis meses e um ano da realização da cirurgia.

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