Tudo o que você precisa saber sobre a Cirurgia de Ginecomastia

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A cirurgia de ginecomastia, geralmente é recomendada em casos em que a enfermidade já está estabilizada no corpo, ou seja, que já atingiu um nível fibroso, sem ter mais alterações no tecido mamário. Em alguns casos, ela também pode ser recomendada por conta da falta de sucesso no tratamento medicamentoso ou quando os danos psicológicos já estão bastante avançados.

Após a decisão conjunta entre médico e paciente ao optar pela cirurgia, é passada uma série de orientações e cuidados que precisam ser tomados, para que não coloque sua vida em risco. Para se certificar da ciência do paciente, é necessário que ele assine um termo de consentimento.

Além disso, o paciente é orientado a perder peso e suspender o uso de medicamentos, álcool, cigarro e drogas, bem como, manter uma alimentação balanceada que favoreça para um estado de vida saudável.

Quais são os tipos de cirurgia?

A cirurgia de ginecomastia pode ser de diversos tipos, dependendo do grau da doença e da necessidade do paciente:

Lipoaspiração: é indicada para tratar a pseudoginecomastia, lipomastia ou quando há um volume adiposo excessivo. Os procedimentos podem ser pelos métodos tradicionais ou a laser. Na primeira opção, são infiltradas cânulas através da pele que sugam o tecido adiposo. Na segunda opção, o laser pode destruir as células de gordura e retraindo melhor o tecido adiposo.

Incisão de Webster: esse método é recomendado para tratar fases em que a ginecomastia não é tão agressiva, como os graus 1 e 2a, onde não há excesso de pele, com possibilidades de deixar as cicatrizes mais discretas. Nesse caso, é feita uma pequena incisão na aréola, para dissecar e retirar o tecido mamário. Depois, é feita a cauterização dos vasos cutâneos e introduzido um dreno de sucção à vácuo que retira o que restou no local. Por fim, as incisões são fechadas, finalizando a cirurgia.

Incisão Peri-Areolar Circular: essa cirurgia é indicada para pacientes com graus 2b e 3, ou seja, que apresentam uma quantidade considerável de sobra de pele e glândula mamária. Nela, é feita uma incisão circular em torno da aréola e uma outra maior, também em volta dela, o resto do procedimento é semelhante ao de Webster com dissecação para retirar a glândula mamária, com cauterização do local e drenagem à vácuo. Após isso, a área é fechada.

Incisão Peri-Areolar + Incisão no Tórax: o método é utilizado em pacientes com o grau 3 de ginecomastia, que tenham uma quantidade excessiva de pele e glândula mamária. A cirurgia pode ser iniciada com a lipoaspiração para retirada do tecido adiposo e depois é feita uma incisão em torno de toda a aréola e outra na lateral do tórax, assim, é feita a retirada da pele e os métodos para a reconstrução do complexo aréolo-papilar. Por fim, há a retirada do tecido mamário, com a cauterização dos vasos sanguíneos, para dar fechamento das incisões.

Incisão Peri-Areolar + Incisão submamária: essa cirurgia é indicada para casos em que a ginecomastia também está no nível 3 e com grande excesso de pele e hipertrofia mamária. Essa cirurgia também é iniciada com lipoaspiração, para retirar o tecido mamário e componente adiposo. Depois, é feito um pedículo abaixo da aréola, próximo onde passam os seus vasos sanguíneos. Por fim, o excesso de pele e de glândula mamária são retirados, para fixar e suturar a aréola, finalizando a cirurgia.

Como é a rotina após a cirurgia?

Após a cirurgia o paciente recebe alta no mesmo dia. Contudo, ele precisa a todo tempo utilizar uma malha de compressão e retirá-la somente quando for tomar banho. Geralmente, o paciente demora entre 1 e 2 meses para voltar totalmente à rotina.

Aos poucos ele vai se adaptando e retornando as suas tarefas costumeiras. Por exemplo, no dia seguinte, o paciente já pode tomar banho, enquanto, para voltar ao trabalho e estudos, o caso precisa ser avaliado de acordo com a complexidade da cirurgia, variando entre 5, 15 e 20 dias.

Agora, se o paciente for fumante, é preciso aguardar o período de 15 dias. Para quem costuma dirigir, pode retornar em 20 dias. Por fim, quem pratica atividades físicas leves ou mais intensas, pode voltar a praticar entre 1 e 2 meses.

Vale lembrar, que a cicatrização completa da cirurgia leva em torno de um ano. E se houver qualquer problema, como dores excessivas e hemorragias, o médico deve ser consultado imediatamente.

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