Projeto “verão de burca” para os homens?

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A Ginecomastia é um dos problemas mais comuns, mas isso não faz com que ele seja um dos menos preocupantes aos homens. O Verão está aí para todos e com ele o calor, praia e piscina.

Todo ano é a mesma coisa: quando o inverno vai passando e o tempo começa a esquentar, as academias começam a ficar lotadas – essencialmente, de mulheres. São aquelas que passaram os dias e as noites frias comendo à vontade, se afogando nos mais diversos caldos – afinal, caldo no inverno é a melhor coisa que tem. O resultado vem rápido, para a tristeza delas: ganho de peso. E aí tem início a chamada “operação verão sem burca” – ou seja: “quero usar biquíni sem passar vergonha”.

Sedentarismo pode gerar o aumento do peso.
Sedentarismo pode gerar o aumento do peso.

Porém, alguns homens optam pelo “verão COM burca”. Terão exagerado nas comidinhas de inverno também e acabaram ficando fora de forma? Não, não… apesar de existir essa turma (e de passarem por drama muito parecido com o das mulheres), estamos falando de outra turma aqui. São os homens que sofrem da chamada ginecomastia, ou ‘mamas femininas’. É quando um homem tem mamas parecidas com as de uma mulher, às vezes a ponto de causar estranhamento em quem vê. Talvez você já tenha visto um homem com essa característica, ou até conheça algum. Existem graus diferentes, mas todas causam incomodo e constrangimento ao indivíduo. Mas é importante saber que existe tratamento para ginecomastia muito eficazes.

Mas por que acontece?

As causas da ginecomastia são, em sua maioria, hormonais e genéticas. Alterações dos hormônios típicas na fase da puberdade podem fazer com que as mamas se desenvolvam de maneira exagerada durante a adolescência dos rapazes, mas muitas vezes o processo regride por si só, com o aumento da altura e do tônus muscular. Entretanto, em alguns casos, essa regressão não acontece, revelando um desequilíbrio entre os hormônios masculinos e femininos produzidos por aquele jovem (sim, homens também produzem hormônio feminino! Só que em menor quantidade que as meninas). Em poucos casos (poucos mesmo) as causas são diferentes das hormonais, podendo ser inclusive um tumor. Felizmente, este tipo de ocorrência é raro. Cada causa requer um tratamento para ginecomastia diferente, cabendo ao médico definir entre um e outro.

Homens podem ter Ginecomastia por diversos motivos.
Homens podem ter Ginecomastia por diversos motivos.

A ginecomastia pode acontecer uni ou bilateralmente, e a localização da massa palpável (digamos, o “recheio” das mamas) pode fazer com que os mamilos pareçam deslocados das posições tidas como corretas. Mas independente da forma como o problema se manifesta, se em uma ou nas duas mamas, deslocando ou não os mamilos, ela traz um enorme desconforto psicológico para o portador, especialmente nos tempos atuais em que a aparência física está muito valorizada. O indivíduo deixa de aproveitar momentos na praia ou na piscina, se recusa a ficar sem camisa na presença dos amigos e, conforme o grau de seu problema, pode até passar a evitar programas fora de casa, com receio de ser reparado e sofrer chacota. O que é piada para alguns pode se converter em um grande trauma psicológico para o portador.

Resolvendo a Ginecomastia

Normalmente, o tratamento para ginecomastia envolve procedimentos cirúrgicos para remover a massa palpável. Quando a causa é um desequilíbrio hormonal, pode-se optar por um tratamento medicamentoso que visa reequilibrar a produção de hormônios masculinos e femininos no indivíduo para evitar que o problema volte após a cirurgia de correção.

A cirurgia depende do grau da ginecomastia, que pode ser grau I (mamas muito pequenas e pouco aparentes), grau II (mamas já visíveis, mas sem excesso de pele) e grau III (mamas de maiores dimensões e com excesso de pele). No grau I e também no grau II, costuma-se indicar a lipoaspiração para remover a massa palpável. Já na de grau III, é necessário realizar um corte em semi-círculo ao redor do mamilo para que a massa palpável seja removida e o excesso de pele corrigido, evitando assim uma flacidez após o procedimento. Na maior parte das vezes, a cirurgia é feita com anestesia local e sedação, e quase nunca requer tempo de internação.

A escolha de um bom profissional para este tipo de caso é primordial para que o tratamento seja realizado adequadamente e com o melhor resultado estético possível.

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