Outubro Rosa alerta para o Câncer de Mama, inclusive em homens

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O mês de outubro já ficou marcado no calendário brasileiro por ser um período de maior conscientização acerca dos meios de prevenir e combater o câncer de mama. A doença corresponde a aproximadamente 25% dos casos de câncer diagnosticados em mulheres. O que poucas pessoas sabem, no entanto, é que os homens também podem sofrer com a condição.

Por conta do fato de a glândula mamária masculina ser atrofiada, com baixa produção de hormônios femininos, a proporção é baixa: a cada 100 mulheres que desenvolvem o problema, há apenas 1 caso masculino. No entanto, é preciso estar atento, pois esse tipo de câncer pode levar a óbito.

Além disso, um importante agravante é que, como os casos são raros, os homens não costumam dar muita atenção às suas mamas. Dessa forma, os casos de câncer de mama masculino são geralmente diagnosticados nos estágios 2 e 3, mais avançados e mais perigosos.

Causas

Mesmo no sexo masculino, a doença está associada a um aumento de hormônios femininos no corpo, fator que também pode causar a ginecomastia – um aumento não cancerígeno nas glândulas mamárias masculinas. O estrógeno e a progesterona podem ter sua produção aumentada em homens que vivenciam um aumento na gordura abdominal ou que utilizam determinados medicamentos, como os que tratam o câncer de próstata e a depressão.

Há dois fatores de risco importantes: a idade e a hereditariedade. A doença atinge indivíduos mais velhos, a partir dos 60 anos de idade. Há também uma predisposição genética maior em homens que tenham casos de câncer de mama registrados em seu histórico familiar.

Sintomas

Assim como nos casos de câncer de mama em mulheres, os homens também podem ter sinais, como secreção nos mamilos e nódulos nas mamas e na região abaixo das axilas. Como a glândula mamária masculina é menor, fica mais fácil perceber qualquer alteração.

Tratamentos

Ao menor sinal de que há algo de diferente nas mamas, é preciso consultar um mastologista. Ao contrário do que pensa o senso comum, esse profissional não trata apenas mulheres, e os homens precisam deixar esse preconceito de lado.

Ainda que os tumores sejam semelhantes, cada organismo é único e reage de forma diferente. Por isso, há diversas opções de tratamento, e o médico deverá indicar qual é a mais indicada. Os tratamentos possíveis são: radioterapia, quimioterapia, mastectomia (cirurgia de remoção da mama) ou terapia com bloqueadores hormonais.

Prevenção

Estar atento aos aspectos gerais das mamas, analisando possíveis alterações, é o melhor meio de prevenir o problema. Detectando qualquer sinal diferenciado, não perca tempo e procure ajuda médica o quanto antes. Quanto mais cedo o problema for diagnosticado, melhores serão as chances de cura.

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Dr Wendell Uguetto

Formado pela faculdade de medicina da Universidade de São Paulo(USP), o Dr. Wendell Uguetto concluiu o serviço de residência médica em cirurgia geral e cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da USP, Sua busca por aprimoramento resultou no prêmio Quality de Cirurgião Plástico de 2011. Hoje, Uguetto atende em dois consultórios e é membro da equipe de retaguarda de cirurgia plástica e crânio-maxilo-facial do Hospital Albert Einstein. Além de várias cirurgias plásticas, ele é especialista no Tratamento para Ginecomastia e na cirurgia de Ginecomastia.