Meninos sofrem com ginecomastia puberal

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Em vários artigos deste blog abordamos diferentes pontos sobre o estigma da ginecomastia. De como ela afeta a vida dos homens que, impotentes, não podem realizar o simples ato de tirarem suas camisas perante outras pessoas na praia ou na piscina. Agora, imagine tal estigma na vida de adolescentes que acabaram de entrar na puberdade?  Sim, a ginecomastia afeta adolescentes na flor da idade também.

Ginecomastia Puberal

Conhecida como ginecomastia puberal, ela começa a afetar os garotos entre dez e 12 anos de idade, atingindo força máxima entre 13 e 14 anos. A ginecomastia é percebida pelo aumento do diâmetro da mama e pela mudança de pigmentação da aréola mamária, e sua causa está diretamente ligada a explosão hormonal, ou seja, todos os jovens, mesmo os que não estão acima do peso, podem sofrer com a ginecomastia puberal.

Essa pode ser uma etapa, difícil, mas normal dentro do processo de desenvolvimento do jovem, sendo incomum que a ginecomastia puberal siga depois dos 17 anos. O mais comum é que ela desapareça naturalmente depois de dois anos surgida.

Como tratar?

Em primeiro lugar é preciso ter a ciência de que, uma vez que não se trata de uma doença, pode ser necessário passar pelos estágios naturais da vida, e a ginecomastia puberal pode ser um desses estágios.

Porém, uma vez que a mama não desaparece ou ela surge de forma não natural, resultando até em incômodo que não deve acontecer, o mais aconselhável é procurar um médico especialista.

A vida do jovem pode ser afetada seriamente por problemas nas mamas que podem ser tratados (havendo anormalidade, a ginecomastia puberal deve ser tratada como doença), causando dificuldades imensas na vida do adolescente que vão desde a problemas para tirar a camiseta ao bullying.

No entanto, é normal que os pais não se atentem para este tipo de problema, entrando até no senso comum sobre explicações das mamas maiores e sem embasamento científico. Duas das favoritas envolvem peso em excesso e masturbação.

Alertamos os pais a não tirarem conclusões precipitadas envolvendo brincadeiras de outros adolescentes e muito menos informações colhidas na internet em sites não confiáveis sobre o tema, mas, sim, consultar um especialista e resolver a questão de seu (s) filho apropriadamente.

E, uma vez detectado o problema, as formas de tratamento envolvem terapias que são feitas com inibidores do receptor de estradiol, que é o hormônio que estimula as glândulas mamárias, até a cirurgia plástica para casos mais extremos nos quais o diâmetro de quatro centímetros ultrapassa a região da mama.

Qualquer paciente saudável pode realizar a cirurgia, que são feitas em profusão e com sucesso no Brasil, mais de 26 mil cirurgias bem-sucedidas para ser mais exato.

“Qualquer paciente saudável, a partir de 16 anos, pode realizar a cirurgia. O momento ideal para operar é quando o problema começa a causar constrangimentos e desordens psicológicas”, explica o cirurgião plástico Wendell Uguetto, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, responsável por este blog e um dos maiores especialistas sobre o assunto no Brasil.

Na maioria dos casos, a operação é iniciada com a lipoaspiração das mamas, para reduzir o volume da gordura local. “Em seguida, um pequeno corte é feito na borda da aréola, por onde são retiradas as glândulas mamárias”, explica Uguetto.

No período pós-cirúrgico, o adolescente deverá vestir uma malha compressiva de um a dois meses, e um dreno poderá ser mantido no local por alguns dias, para conter as secreções.

Após a operação, há chance de que as mamas voltem a crescer, pois um pouco de tecido mamário sempre é deixado no local, por uma questão estética. “Para a pele não ficar afundada”, fala Uguetto, mas é difícil que isso ocorra.

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