Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Doutor Wendell Uguetto fez residência em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas da USP e foi aprovado em primeiro lugar na residência de Cirurgia Plástica no mesmo Hospital.
Hipertireoidismo e ginecomastia
Publicado em: 15/12/2017 | Última Atualização em 15/08/2024
O aumento nas mamas em homens pode ocorrer por conta de diversos fatores. O mais comum é que seja uma resposta às oscilações entre hormônios masculinos e femininos que ocorrem nos homens em determinadas fases da vida, como na chegada à puberdade ou na andropausa. Também ocorrer por conta de uso de medicamentos, abuso de álcool, uso de determinadas drogas e esteroides anabolizantes. Contudo, alguns casos de ginecomastia são secundários a outras condições de saúde, como problemas no fígado ou nos rins e hipertireoidismo.
O que é o hipertireoidismo?
O hipertireoidismo é um problema de saúde em que a glândula tireoide, localizada na região do pescoço (logo abaixo da laringe), encontra-se em estado hiperativo, ou seja, está produzindo hormônios em excesso. Essa glândula produz dois hormônios, conhecidos como T3 e T4, que são lançados na corrente sanguínea, por meio da qual são levados a todas as partes do corpo.
A função desses hormônios é controlar a maneira como o organismo armazena e utiliza energia, ou seja, regular o metabolismo. Quando esses hormônios são produzidos em excesso, ocorrem alterações metabólicas que causam alguns sintomas, como aumento na transpiração, aceleração dos batimentos cardíacos, cansaço, fraqueza muscular e perda de peso. Além destes sinais, o hipertireoidismo pode provocar o aumento nas mamas nos homens – a ginecomastia.
Qual a relação entre hipertireoidismo e ginecomastia?
A ginecomastia se faz presente em aproximadamente um terço dos casos de hipertireoidismo e pode, inclusive, ser o primeiro dos sintomas a aparecer. A quantidade excessiva de hormônios da tireoide no organismo produz um aumento na quantidade de proteínas associadas à testosterona (hormônio masculino), reduzindo a fração livre desse hormônio, tornando-o indisponível. Além disso, outra possível consequência é um aumento na quantidade de hormônios femininos. Esse desequilíbrio hormonal provocado pelo hipertireoidismo pode ter como consequência o aumento nas glândulas mamárias.
Tratamento
O hipertireoidismo está entre as causas patológicas não tumorais da ginecomastia. Dessa forma, de nada adianta dar início ao tratamento para a ginecomastia sem que essa causa primária seja solucionada.
O hipertireoidismo pode ser tratado por meio de medicamentos, iodo radioativo e até mesmo remoção cirúrgica da tireoide, dependendo da avaliação médica. Com a situação sob controle, a tendência natural é que os níveis hormonais se reequilibrem.
Para os casos em que a ginecomastia não passa por regressão espontânea, existe a possibilidade de tratamento medicamentoso ou de remoção cirúrgica do tecido afetado. Contudo, apenas um médico especialista poderá avaliar o grau evolutivo do quadro e, consequentemente, definir o tipo de tratamento que trará melhores resultados.

O Dr. Wendell Uguetto, especialista em ginecomastia é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da USP. Atualmente, atende em consultórios localizados no bairro Ibirapuera e no Hospital Israelita Albert Einstein, ambos em São Paulo.
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Este artigo tem finalidade exclusivamente informativa e não substitui uma consulta médica. As informações apresentadas refletem a experiência clínica do Dr. Wendell Uguetto e seguem diretrizes amplamente reconhecidas na prática da cirurgia plástica.
Cada caso de ginecomastia deve ser avaliado individualmente por um profissional qualificado, considerando exames físicos, histórico do paciente e exames complementares.
Para um diagnóstico preciso e indicação do melhor tratamento — seja clínico, cirúrgico ou combinando abordagens — agende uma consulta com o Dr. Wendell Uguetto, cirurgião plástico especialista em ginecomastia.







