Fases críticas ao desenvolvimento da ginecomastia

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As estimativas apontam que aproximadamente 50% dos homens passam pela ginecomastia em algum momento da vida. O aumento nas glândulas mamárias masculinas pode estar associado à obesidade, à utilização de drogas específicas e esteroides anabolizantes, ao consumo excessivo de álcool e aos efeitos colaterais de alguns medicamentos. Além disso, algumas condições de saúde também podem desencadear o quadro, como hipogonadismo, tumores testiculares, insuficiência renal e cirrose hepática.

Além dessas causas específicas, a ginecomastia também possui causas fisiológicas, em que a glândula mamária tende a crescer em fases específicas da vida dos homens. Recém-nascidos, indivíduos na puberdade e idosos possuem maiores chances de desenvolver a condição.

Ginecomastia Neonatal

Durante a gestação, alguns dos hormônios femininos são transferidos da mãe para o bebê através da placenta. Por conta disso, a ginecomastia pode acometer até 90% dos recém-nascidos. A condição pode ser acompanhada pela galactorreia neonatal, conhecida como “leite de bruxas”, que é a secreção de leite nos mamilos do recém-nascido. Esses dois problemas tendem a regredir espontaneamente tão logo sejam normalizados os níveis hormonais, o que geralmente ocorre até o sexto mês de vida. Por isso, não há a necessidade de tratamento.

Ginecomastia Puberal

Durante a puberdade, muitas alterações hormonais ocorrem para que o corpo infantil adquira aspectos adultos ao longo da adolescência. Nos meninos, há aumentos temporários nos níveis de hormônios femininos em relação à testosterona. Quando isso ocorre, os receptores mamários são estimulados, podendo crescer. A condição é bastante frequente nessa faixa etária, e os graus da ginecomastia variam: há meninos com um aumento bem discreto, enquanto outros indivíduos apresentam diâmetros maiores no tecido mamário. Nesses casos mais graves, é preciso tratamento, pois a regressão espontânea dificilmente ocorre.

Ginecomastia Senil

Aproximadamente a partir dos 50 anos, há uma queda natural na produção de testosterona. Além disso, o acúmulo de tecido adiposo (gordura) pode aumentar a atividade da enzima aromatase, que converte testosterona em hormônios femininos. Esse desequilíbrio nas taxas hormonais também pode causar a ginecomastia, que tende a ser mais sutil e gradativa do que a ginecomastia Puberal. Nessa fase, a ginecomastia é frequentemente confundida com a lipomastia, que é o aumento mamário causado exclusivamente por gordura, e não pelo aumento no tecido mamário.

Quando a ginecomastia é causada em fases específicas da vida, ela tende a regredir espontaneamente nos casos mais simples. No entanto, ela pode se manifestar de modo mais acentuado em algumas pessoas, passando a exigir tratamentos específicos. Esses tratamentos podem envolver a administração de medicamentos prescritos ou a correção cirúrgica, em que as glândulas mamárias são removidas completamente.

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Dr Wendell Uguetto

Formado pela faculdade de medicina da Universidade de São Paulo(USP), o Dr. Wendell Uguetto concluiu o serviço de residência médica em cirurgia geral e cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da USP, Sua busca por aprimoramento resultou no prêmio Quality de Cirurgião Plástico de 2011. Hoje, Uguetto atende em dois consultórios e é membro da equipe de retaguarda de cirurgia plástica e crânio-maxilo-facial do Hospital Albert Einstein. Além de várias cirurgias plásticas, ele é especialista no Tratamento para Ginecomastia e na cirurgia de Ginecomastia.