Evitando a Ginecomastia: O Problema Medicamentoso

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De modo geral, não existe medicamento que não tenha consequências secundárias. Determinadas drogas legais e remédios tendem a provocar efeitos inesperados que na maioria das vezes se restringem a incômodos passageiros e leves alterações corporais que com o tempo podem sumir ou se minimizar.

Os médicos, conscientes desse tipo de situação, experimentam diversos tipos de medicação em seus pacientes em busca de uma combinação que maximize os benefícios e diminua os prejuízos.

Um desses efeitos desagradáveis em termos estéticos é o prolongamento da ginecomastia puberal.  Esse prolongamento pode se dar por vários fatores, mas um deles são efeitos colaterais de medicamentos e drogas usados de maneira ilícita.

Para um diagnóstico preciso, o aconselhamento e o tratamento são fundamentais para aliviar a sensação de deformidade e de falta de atrativo sexual, presente justo no momento em que em que o jovem está moldando sua autoimagem.

Essa condição se manifesta no crescimento de tecido glandular nas mamas do homem em meio ao período de maturação sexual.

Entender de maneira responsável e profissional o melhor momento de agir é um ponto crucial para uma maior eficiência dos resultados estéticos, funcionais e psicológicos. Estes últimos em particular, pois o adolescente está em um momento de descoberta e de desconforto em relação ao mundo infantil, mas também de inadequação e adaptação ao mundo adulto e isso o torna bastante suscetível a todo o tipo de influência maligna a seu caráter e a sua formação mental sadia.

Medicações

Anti-andrógenos empregados para tratar a ampliação da próstata ou cancro e outras condições destes destaca-se a ciproterona, flutamida, finasterida e espironolactona.

Os remédios para AIDS também podem desenvolver ginecomastia em homens HIV-positivos em um regime de tratamento chamado terapia antirretroviral altamente ativa (HAART).  O Efavirenz é mais frequentemente associado com ginecomastia do que outros medicamentos HIV.

Medicamentos Anti-ansiedade, a exemplo do diazepam (Valium), os antidepressivos tricíclicos e até mesmo antibióticos pode causar o desequilíbrio hormonal que propicia a ginecomastia; remédios para úlcera como a cimetidina.   O Tratamento de cancro (quimioterapia) também causa enormes desequilíbrios hormonais por motivos óbvios. Não se esquecendo dos medicamentos para o coração, como digitálicos e bloqueadores dos canais de cálcio.

Drogas ilícitas e álcool

Também é preciso lembrar que os adolescentes em sua descoberta do mundo podem fazer uso de substâncias para se sentirem mais soltos e confiantes.  Disso decorre grande parte de seu interesse pelas mais diversas substâncias ilegais, ilícitas e muitas vezes tóxicas.  Entre elas:

Os esteroides anabólicos e andrógenos também conhecidos simplesmente como anabolizantes, uma categoria de hormônios esteroides naturais e sintéticos que aumentam o crescimento celular e a sua divisão, derivando no desenvolvimento de diversos tipos de tecidos, especialmente o muscular e ósseo.

Anfetaminas, substâncias simpatomiméticas que têm a estrutura química básica da beta-fenetilamina e é estimulante do sistema nervoso central, que acelera as capacidades físicas e psíquicas. Hoje esses medicamentos de uso não terapêuticos são proibidos em vários países, incluindo o Brasil, sendo que em alguns países da Europa a substância foi inteiramente proibida.

A maconha, consumida por seus efeitos também pode ter como efeito colateral a ginecomastia, além da diminuição da memória de curto prazo, boca seca e outros. Não se esquecendo do álcool, lícito e letal em grandes doses, outro facilitador da ginecomastia.

Evitar esses e também a heroína é um comportamento que ajuda prevenir a longa duração da ginecomastia puberal. Consultas médicas e compreensão são necessárias além de paciente perseverança.

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Dr Wendell Uguetto

Formado pela faculdade de medicina da Universidade de São Paulo(USP), o Dr. Wendell Uguetto concluiu o serviço de residência médica em cirurgia geral e cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da USP, Sua busca por aprimoramento resultou no prêmio Quality de Cirurgião Plástico de 2011. Hoje, Uguetto atende em dois consultórios e é membro da equipe de retaguarda de cirurgia plástica e crânio-maxilo-facial do Hospital Albert Einstein. Além de várias cirurgias plásticas, ele é especialista no Tratamento para Ginecomastia e na cirurgia de Ginecomastia.

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