Como é gerenciado o excesso de pele após a ginecomastia?

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A ginecomastia é uma condição que resulta no aumento das mamas em homens. Isso pode ocorrer em qualquer idade, sendo causada por alterações hormonais, hereditariedade, obesidade, uso de certas substâncias ou até mesmo por fatores desconhecidos. 

É possível que seja tratada com medicamentos. No entanto, na maioria dos casos, o principal tratamento para ginecomastia é a cirurgia. Inclusive, a operação é o método mais indicado quando a ginecomastia é de causa idiopática e não apresenta regressão em 2 anos de evolução.

Com a cirurgia de ginecomastia é possível promover uma melhora no contorno do tórax masculino removendo o excesso de gordura e tecido fibroglandular. Além disso, em alguns casos, é necessário também a retirada de excesso de pele.

Isso porque a pele é um órgão do corpo humano que possui propriedades elásticas. Dessa forma, ela é capaz de encolher ou esticar devido a diversos fatores. Como, por exemplo, quando há presença de grande quantidade de gordura e tecido glandular, que é o que acontece em casos de ginecomastia.

Esse excesso de pele costuma ser uma grande preocupação dos pacientes. Mas, neste artigo, você vai descobrir um pouco mais sobre a cirurgia de ginecomastia e como é feito o gerenciamento do excesso de pele. Por isso, continue a leitura!

A cirurgia de ginecomastia e o excesso de pele

Quando a ginecomastia é causada principalmente pelo resultado de excesso de gordura e se tem pouco excesso de pele, a lipoaspiração tradicional ou a laser pode resolver. 

Como, por exemplo, em casos de pseudoginecomastia, em que o aumento da mama ocorre devido ao excesso de tecido adiposo. Como resultado desse procedimento, espera-se a retração da pele e a retirada dos pontos de gordura. 

Já para casos em que há a hipertrofia glandular substancial, a técnica cirúrgica utilizada vai depender de alguns fatores, como:

  • O grau da ginecomastia ;
  • A quantidade de sobra de pele presente;
  • A distribuição e proporção dos diferentes componentes da mama (gordura, parênquima e envelope cutâneo). 

No entanto, em todos os casos, pode-se ou não iniciar a cirurgia com lipoaspiração, a fim de retirar o componente gorduroso e ter um melhor isolamento da glândula. É válido ressaltar, contudo, que a retração da pele, nestas condições,  vai depender do caso de cada paciente.

Assim, em alguns pacientes, ainda será necessário fazer a remoção do excesso de pele junto ou após a cirurgia de ginecomastia.

Métodos e técnicas para a cirurgia de ginecomastia

Como citado anteriormente, a escolha da técnica utilizada para o tratamento de ginecomastia cirúrgico depende de alguns fatores, como o grau da condição. 

No geral, quando não existe a necessidade de ressecção de pele, a cirurgia de ginecomastia é feita, normalmente, utilizando a incisão periareolar inferior proposta por Webster. 

É uma excelente via de acesso para o tratamento de ginecomastias pequenas, fase 1 ou 2A de Simon. Essa técnica permite um bom campo de visão para o procedimento cirúrgico e resulta em cicatrizes bastantes discretas, em meia lua na parte inferior da aréola.

Na presença de excesso de pele, entretanto, a técnica escolhida varia de acordo com a quantidade do tecido a ser ressecado. Contudo, sabe-se que, nestes casos, trata-se de um procedimento cirúrgico mais extenso, sobretudo para pacientes com ginecomastia acentuada e que desenvolveram flacidez excessiva do tecido mamário.

Na fase 2B, por exemplo, há moderada quantidade de glândula e sobra de pele na região torácica. Já na ginecomastia grau 3 de Simon, há grandes excessos de pele e de glândula mamária.

Assim, a cirurgia pode ser feita através de uma incisão periareolar circular completa, por onde se retira a glândula mamária e o excesso de pele. Essa técnica requer cuidado cirúrgico adicional, para que a cicatriz  resultante fique aceitável. Mas, como é possível imaginar pelo nome, a cicatriz fica em torno da aréola. 

Quando o excesso de pele é mais exacerbado, outras técnicas, que são mais elaboradas, podem ser utilizadas. É, inclusive, a técnica por incisão circular com prolongamentos inferior, superior, lateral e medial. 

Com essa técnica, é possível retirar grandes quantidades de pele. Além disso, essa é uma excelente opção para restaurar o contorno mamário masculino adequado.

Como é feito o gerenciamento do excesso de pele?

Nos casos em que o excesso de pele não é pequeno, a lipoaspiração não ajudará com a retração da pele. Dessa forma, a ressecção do excesso de pele pode ser feita com a incisão periareolar circular completa ou com prolongamento medial e lateral. 

Sendo, esse último, o que permite maior remoção do excesso do tecido dermo cutâneo glandular e gorduroso.

Para isso, antes da cirurgia ser realizada, com o paciente em pé são feitas as marcações na região do tórax dele, que definem a posição correta da aréola e a quantidade de pele a ser retirada.

Para a cirurgia de ginecomastia, conte com um especialista

O sucesso e a segurança do tratamento para ginecomastia depende, entre outros fatores, da experiência do médico cirurgião. Por isso, se você pensa em realizar a cirurgia de ginecomastia e está preocupado com o excesso de pele, entre em contato com o Dr. Wendell Uguetto e tenha a opinião de um especialista no assunto. 

Dê o primeiro passo para melhorar a sua autoestima e agende agora mesmo uma consulta. O Dr. Wendell irá indicar as opções de tratamento, visando sempre o melhor resultado estético e grau de satisfação dos pacientes.

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Dr Wendell Uguetto

Formado pela faculdade de medicina da Universidade de São Paulo(USP), o Dr. Wendell Uguetto concluiu o serviço de residência médica em cirurgia geral e cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da USP, Sua busca por aprimoramento resultou no prêmio Quality de Cirurgião Plástico de 2011. Hoje, Uguetto atende em dois consultórios e é membro da equipe de retaguarda de cirurgia plástica e crânio-maxilo-facial do Hospital Albert Einstein. Além de várias cirurgias plásticas, ele é especialista no Tratamento para Ginecomastia e na cirurgia de Ginecomastia.