Ginecomastia patológica tumoral

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Tumores Testiculares

Os tumores dos testículos podem acarretar níveis sanguíneos elevados de estrógenos e desencader Ginecomastia. São eles: Tumores das células de Leydig, os tumores das células de Sertoli, tumores germinativos.

Tumores das Células de Leydig

Eles ocorrem, frequentemente, em homens entre 20 e 60 anos, mas somente em 25% ocorrem na pré-puberdade.

Clinicamente existe precocidade sexual, crescimento rápido com idade óssea superior à idade real, níveis elevados de testosterona e de estrógenos, associados a uma massa testicular palpável e ginecomastia.

Apesar de na sua maioria ser benigno, os tumores das células de Leydig podem ser malignos e disseminar para o pulmão, fígado, e nódulos linfáticos retroperitoniais.

Tumores das Células de Sertoli

Os tumores das células de Sertoli correspondem a menos de 1% dos tumores testiculares e ocorrem em qualquer idade, sendo que 1/3 atinge rapazes com menos de 13 anos, frequentemente bebês com menos de 6 meses.

Apesar de atingir crianças em idades muito jovens não provoca efeitos endócrinos. É um tumor benigno em 90% dos casos. A ginecomastia ocorrem em 26 a 33% dos casos. Após orquidectomia geralmente a ginecomastia regressa.

Tumores Germinativos

Essa enfermidade representa o tumor mais comum nos homens entre 15 e 35 anos. Ele inclui o carcinoma embrionário, o coriocarcinoma, o seminoma e o teratoma.

A ginecomastia é causada por um aumento da produção de estrógenos pelos testículos. Essa produção também pode ocorrer fora das gônadas e não é exclusiva dos tumores.

Estudos revelam que homens com tumores das células germinativas e ginecomastia têm uma mortalidade mais elevada do que aqueles sem ginecomastia.

Tumores não-testiculares

Os tumores primários do córtex supra-renal são raros e estão associados a várias anomalias congênitas, incluindo o astrocitoma, lesões cutâneas, hemihipertrofia, anomalias da supra-renal contralateral bem como a síndrome de Beckwith-Wiedmann.

Deve-se suspeitar deste tipo de tumor na presença de uma criança com sinais prematuros de virilização ou feminização, especialmente se houver ginecomastia associada.

Outros problemas, como o câncer de pulmão pode secretar hCG com consequente estimulação dos testículos e glândulas supra-renais a produzirem estrógenos.

A carcinoma hepatocelular poderá originar ginecomastia. A feminização derivada do carcinoma hepático primário é consequente ao aumento da actividade da aromatase que aumenta a conversão dos andrógenos em estrógenos.

Por fim, os prolactinomas representam 5 a 10% dos tumores hipofisários. A prolactina em si não produz ginecomastia mas pode induzi-la devido ao hipogonadismo secundário que origina. Qualquer tumor com efeito de massa da área hipotalamo-hipófise pode provocar um hipogonadismo secundário, que na sua evolução poderá cursar com ginecomastia.