Ginecomastia – tipos de tratamento medicamentoso

Tempo de leitura: 2 minutos

Indicado quando a hipertrofia mamária é muito dolorosa para o paciente e não melhora depois de tomar alguns analgésicos, o tratamento medicamentoso entra em cena para controlar a dor e também na tentativa de reduzir o inchaço, gerando, em alguns casos, a retração da mama aos níveis estéticos do padrão masculino. Em outros casos o tratamento medicamentoso também é recomendado para casos de ordem psicológica.

Existem alguns tipos específicos de tratamentos medicamentoso, mas, em todos eles, é importante começar cedo o tratamento, pois a ginecomastia com mais de 1 ano de progressão não costuma responder bem aos medicamentos e somente a cirurgia resolverá o problema.

Tipos de tratamento medicamentoso

Há 3 classes de medicamentos indicadas para tratamento da ginecomastia: andrógenos (testosterona, dihidrotestosterona, danazol), inibidores de aromatase (anastrozole, letrozole) e antiestrogênicos (clomifeno, tamoxifeno, raloxifeno).

Vamos falar de todos esses tipos agora:

Andrógeno – testosterona

Em outros tempos, a crença era de que a administração de testosterona seria eficiente no tratamento da ginecomastia, mas hoje sabemos sobre a utilidade muito limitada disso, por conta da conversão para estradiol, que pode determinar em uma piora no quadro da ginecomastia.

Andrógeno – dihidrotestosterona

A dihidrotestosterona (DHT) é um poderoso andrógeno que pode ser administrado em base de gel com absorção pela pele.

Quando se trata de ginecomastia, consegue auxiliar o paciente de forma médica, com 25% de regressão total e 50% de regressão parcial após 4 a 20 semanas de utilização do gel.

Andrógeno – danazol

Classificado como um “fraco androgênio”, o danazol é usado também no tratamento medicamentoso da ginecomastia.

O danazol ajuda na redução testicular de estrógenos, aumentando a quantidade de testosterona livre.

Pesquisas demonstram regressão completa da ginecomastia em 40% dos casos e melhora da dor em até 75%.

Inibidores de Aromatase

Trata-se de um inibidor de enzima que é responsável pela conversão da testosterona em estrogênio.

Este tratamento tem oferecido diferentes graus de sucesso contra a ginecomastia. Há poucos efeitos colaterais, o que favorece esse tratamento medicamentoso. O mesmo acontece com a nova geração de inibidores de aromatase – anastrozole, letrozole.

Antiestrogênico

Outro que também possui baixos índices de efeitos colaterais. Além de ter um custo baixo para o tratamento, os antiestrogênicos têm sido as drogas mais utilizadas no tratamento da ginecomastia atualmente, por conta deste fator econômico.

O tamoxifeno, um antiestrogênico com grande afinidade pelas células mamárias, tem demonstrado grande eficácia no tratamento da ginecomastia. Novamente, a eficácia depende da precocidade do tratamento, quanto antes, mais chances de sucesso.

Pesquisas mostram eficácia de quase 100% na ginecomastia puberal (do adolescente) e de até 78% em outros casos de ginecomastia. Atualmente, o tamoxifeno é a droga de escolha para o tratamento da ginecomastia idiopática com pouco tempo de história na comparação com os tratamentos citados anteriormente.

Comentários do Facebook
Dr Wendell Uguetto

Formado pela faculdade de medicina da Universidade de São Paulo(USP), o Dr. Wendell Uguetto concluiu o serviço de residência médica em cirurgia geral e cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da USP, Sua busca por aprimoramento resultou no prêmio Quality de Cirurgião Plástico de 2011. Hoje, Uguetto atende em dois consultórios e é membro da equipe de retaguarda de cirurgia plástica e crânio-maxilo-facial do Hospital Albert Einstein. Além de várias cirurgias plásticas, ele é especialista no Tratamento para Ginecomastia e na cirurgia de Ginecomastia.