Ginecomastia na terceira idade: um problema real

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Muito da condição de saúde humana é julgada apenas a partir da fase intermediária desta mesma vida, ou seja, da puberdade. Isso faz com que se as fases no extremo da vida humana sejam entendidas como duas equivalências desagradáveis onde o corpo não consegue corresponder aos desejos da mente, a infância e a velhice. Isso não é uma verdade: todas as idades têm seus altos e baixos e ter cuidados adequados em todas elas propicia um melhor aproveitamento de todas elas.

Esses cuidados incluem os cuidados adequados a doenças que podem aparecer em algumas dessas três fases, sem, no entanto, serem marcas unívocas das mesmas. A ginecomastia, caracterizada pelo aumento das mamas masculinas chega a uma incidência de até 30% dos indivíduos, é um desses desconfortos que pode aparecer em idades diferentes por motivos diversos em cada fase.

Algo bem mais comum do que podemos acreditar

Comumente, os leigos relacionam essa condição as mesmas modificações provocadas corporais advindas de desequilíbrios nos níveis dos hormônios na adolescência, típico dessa fase da vida onde mais da metade dos casos conhecidos geralmente se manifesta ou então a adultos que por ventura fazem uso de algum medicamento ou anabolizantes que gerem essa reação. Esse tipo de pré-julgamento faz com que a ginecomastia na terceira idade não seja vista como algo provável em idosos.

Aprendendo a favorecer a todas as idades de nossa vida

Assim como essa condição pode acontecer com os adolescentes e adultos em diversos momentos por motivos variados, o mesmo também pode ocorrer na terceira idade. Graças aos avanços científicos e médicos, além da melhora nas condições sócias, a cada dia encontramos indivíduos de ambos os sexos, já contando com numerosas décadas de experiência, de forma notadamente ativa em nosso dia a dia.

Seja dando continuidade a profissão que exerceram durante toda a vida ou em novas, seja criando diversos tipos de arte, percorrendo novos lugares e encontrando pessoas diferentes, quem se encontra nessa faixa etária mostra-se cada vez mais atuante e relevante no cenário social.

Causas e efeitos que merecem atenção e cuidados especializados

Essa maior atuação na sociedade também demanda cuidados e administração nos setores de bem-estar e autoestima desse grupo. Essa preocupação explica o interesse em tratar e evitar a ginecomastia, que nesta fase da vida tem relação com a uma diminuição da função testicular, influenciando os hormônios masculinos do corpo, podendo acometer cerca 40% dos homens com mais de 50 anos de idade. Ela também pode ser provocada por tumores na próstata e obesidade, que nem sempre é grave.

Ao se encontra na terceira idade o homem que pensa estar sendo afetado pela ginecomastia, independente do grau ou tempo, deve procurar um médico especializado para que lhe seja disponibilizada a melhor forma de tratamento ou intervenção.

Intervenções possíveis e nem sempre invasivas

Nesse caso a ginecomastia pode ser resolvida com extração das glândulas mamárias ou lipoaspiração da gordura local, conforme o caso. Mas nem sempre é preciso procurar o médico a não ser quando as mamas começam a doer. No mais o grande mal que o paciente pode ter é o constrangimento que possa sentir com a condição.

O importante é que o homem na terceira idade leve em conta o bordão recente que diz que essa é a melhor idade e tente buscar os melhores tratamentos, sejam eles, naturais, medicamentosos ou cirúrgicos para voltar a estar de bem consigo mesmo.

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Dr Wendell Uguetto

Formado pela faculdade de medicina da Universidade de São Paulo(USP), o Dr. Wendell Uguetto concluiu o serviço de residência médica em cirurgia geral e cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da USP, Sua busca por aprimoramento resultou no prêmio Quality de Cirurgião Plástico de 2011. Hoje, Uguetto atende em dois consultórios e é membro da equipe de retaguarda de cirurgia plástica e crânio-maxilo-facial do Hospital Albert Einstein. Além de várias cirurgias plásticas, ele é especialista no Tratamento para Ginecomastia e na cirurgia de Ginecomastia.