Ginecomastia x Lipomastia

Ginecomastia x Lipomastia

14 de julho de 2017

Em certas fases da vida, especialmente durante a adolescência, alguns meninos passam por um momento um pouco delicado: ao se olharem no espelho, percebem um aumento no tamanho das mamas. É uma surpresa bastante desagradável, já que essa alteração na aparência física pode ser o ponto de partida de práticas de bullying e, quando a situação se prolonga, podem surgir vergonha do próprio corpo e problemas de autoestima.

Afinal, o que faz as mamas masculinas crescerem?

Existem duas explicações possíveis: a ginecomastia e a lipomastia. A ginecomastia é um aumento no tecido mamário no qual as glândulas das mamas costumam adquirir um aspecto duro e de tamanho acima do normal. A lipomastia, por sua vez, também se caracteriza pela mamas aumentadas, mas não por conta de um aumento nas glândulas, e sim por um acúmulo de tecido adiposo (gordura) na região.

As mamas geralmente parecem mais endurecidas nos casos de ginecomastia e apresentam consistência mais mole nos quadros de lipomastia. É comum que os pacientes confundam esses dois termos. A lipomastia é inclusive chamada de pseudoginecomastia, isto é, uma ginecomastia “falsa”. É possível ter as duas condições ao mesmo tempo.

O que causa esses problemas?

A ginecomastia possui diversas causas diferentes, mas elas têm em comum um fator: o desequilíbrio nas quantidades de testosterona (hormônio das características masculinas) e de estrogênio (hormônio das características femininas). Esse desequilíbrio pode ser desencadeado por fases específicas da vida (recém-nascidos, adolescentes, idosos) em que há oscilações hormonais naturais, por uso de certas substâncias (drogas, álcool, alguns medicamentos, esteroides anabolizantes) e condições específicas de saúde (hipertireoidismo, problemas no fígado, tumores).

A lipomastia é causada por dietas ricas em carboidratos e lipídeos, geralmente acompanhadas por um perfil sedentário, que aumentam o percentual de gordura.

Como é possível tratar essas condições?

Nos casos de ginecomastia, especialmente os que surgem em fases específicas da vida, a condição tende a regredir espontaneamente. As mamas também tendem a voltar ao seu tamanho natural quando o paciente se afasta das substâncias que estavam causando o problema ou quando trata as condições de saúde associadas (tumores, problemas de tireoide etc). Quando a ginecomastia não regride, o médico pode prescrever medicamentos, especialmente se houver dor. Em casos de grau mais avançado, a cirurgia de remoção do tecido mamário pode ser recomendada.

Para quem possui lipomastia, a condição regride quando se adotam dietas pobres em lipídeos e quando o paciente pratica exercícios físicos regulares, de modo a reduzir seu percentual de gordura. Quando os casos são mais acentuados, pode-se realizar a lipoaspiração para remoção do tecido adiposo local, tanto para ginecomastia quanto para lipomastia.

Especialistas

Diante de suspeitas, procure ajuda médica. As especialidades mais indicadas são endocrinologistas, mastologistas e cirurgiões plásticos.